Freguesia de Zambujal - Condeixa-a-Nova
  
                               
Situada numa pequena elevação na margem direita do rio dos Mouros, a freguesia de Zambujal é do domínio do concelho de Condeixa-a-Nova, de cuja sede dista cerca de nove quilómetros, pertencendo ao distrito de Coimbra. 
A Freguesia tem uma identidade, cultura e costumes que nos foram sendo transmitidos a todos nós, sendo nossa preocupação a preservação dos mesmos.
Bonitos são os dias dos que dão vida à Freguesia, na sua agitada azafama da labora, nos nossos campos e da pastorícia. 
É curioso observar como já no século XVII, passando pela Fonte Coberta, o príncipe Cosme de Médicis se rendeu a esta paisagem árida mas não inóspita, solicitando a Pier Maria Baldi - pintor toscano que integrava o seu vasto séquito - uma pintura deste lugar. 
No lugar da Fonte Coberta, rodeado de montes, uma típica paisagem portuguesa nas margens do rio de Mouros, cuja ponte filipina é de uma beleza impar e merece uma visita. Zambujal foi em tempos remotos, um dos lugares pertencentes aos caminhos para Santiago de Compostela, através do lugar de Fonte Coberta, onde ainda hoje pode passear e contemplar as belas paisagens ai existentes. Vindo de Condeixa-a-Nova em direcção a Penela, encontra uma placa para o lugar de Fonte Coberta, onde atravessa uma Ponte Filipina e poucos metros mais a frente tem indicação Caminhos para Santiago.
Janeanes é um aprazível lugar da Serra de Janeanes de onde se pode avistar a Serra da Lousã ou o Vale do Rabaçal. Inserida numa paisagem de calcário, o lugar caracteriza-se por um  casario muito rústico em que o material principal é a pedra calcária da região. À volta de Janeanes pode visitar o Moinho de Vento, as Buracas do Casmilo ou a povoação de Rabaçal com a sua villa romana.
Observar os vales e fixar o olhar no olival é um antigo exercício mediterrânico que dá frescura e alguma sombra aos olhares quentes das gentes que nos visitam. As paisagens de olival antigo e, mais recentemente, de novos terrenos a olival plantado a rigor, conferem a certeza de que no calcário a oliveira é uma das poucas espécies que consegue criar raízes como ninguém.
Do património arquitectónico, merecem uma visita a igreja matriz de Zambujal, de invocação a Nossa Senhora da Conceição, é uma obra da segunda metade do século XVIII, recentemente restaurada, e que vale a pena conhecer, assim como as capelas dos lugares de Póvoa das Pegas, Fonte Coberta e da Serra de Janeanes.
O património humano afirma-se como do mais rico que aqui pode encontrar, pois em cada lugar encontrará pessoas humildes e hospitaleiras. Por estas e outras razões, visite a Freguesia de Zambujal, somos um povo que sabe acolher quem nos visita.

Seja Bem-Vindo á Freguesia de Zambujal
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QUANDO PERCORRER A NOSSA FREGUESIA CUMPRA OS (AS) SEGUINTES PRINCÍPIOS E REGRAS:
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Evitar barulhos e atitudes que perturbem a paz do local;
Observar a fauna à distância, preferencialmente com binóculos;
Não danificar a flora;
Não abandonar o lixo, levando-o até ao local onde haja serviço de recolha;
Respeitar a propriedade privada;
Fechar as cancelas e portelos; 
Não acender fogueiras ou outra atividade que possam gerar incêndio;
Se observar um incêndio comunique para o número 117;
Ser afável com os habitantes locais, esclarecendo quanto à atividade em curso e às marcas do percurso;
Respeitar os sinais de trânsito ou outro tipo de sinalética;
Utilizar as estradas, caminhos ou trilhos já existentes.

ROTEIRO HISTÓRICO-CULTURAL E TURÍSTICO DA FREGUESIA DE ZAMBUJAL, CONCELHO DE CONDEIXA-A-NOVA

Breve Carácterização da Freguesia
A freguesia de Zambujal tem perto de 20 Km2 e quatro aldeias: Zambujal, Serra de Janeanes, Póvoa de Pegas e Fonte Coberta,
O seu território, numa região calcária, distribui-se pelo vale e serra, em altitudes que variam entre os 140 metros e os 400 metros. Pontificam na paisagem mediterrânica a oliveira, vinha,  figueira e nogueira. O coberto vegetal espontâneo é caracterizado por espécies carnudas e espinhosas, forma de, num meio pedregoso e agreste, resistirem aos insectos e outros animais que tentam consumir a água armazenada. Destaca-se na vegetação a erva-de¬Santa Maria, um tomilho que contribui para o sabor distinto e especial do queijo do Rabaçal.
No vale, depressão do Rabaçal, espraia-se o leito de um rio sem água, excepto quando chove. No seu subsolo existem algares e veios subterrâneos. Este rio, no seu percurso é conhecido por  ribeira de Alcalamouque, ribeira da Ega, ribeira de Alfarelos, Rio do Pau, Rio do Caralio Secum, assim batizado pelos Romanos, e Rio dos Mouros.
Seguramente, ao percorrer a nossa freguesia vai deparar-se com uma população envelhecida mas maioritariamente acessível e simpática; uma paisagem cativante e merecedora da sua  admiração e respeito. Compreenda o seu território e seja bem-vindo, é aquilo que desejamos!
 
ZAMBUJAL
 
Ponto 1
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
A igreja aparece referida no «Catálogo de todas as igrejas e comendas que havia no Reino nos anos de 1320 e 1321». Passou a matriz no ano de 1528, data da criação da freguesia. Foi  restaurada em 1787 conforme inscrição existente na parte superior da porta principal.
Em 2003, com o apoio da Câmara Municipal, a igreja sofreu obras de restauro no interior, avultando, na circunstância, o tecto da capela-mor datada do século XVIII.
Apesar das invasões francesas terem contribuído para a diminuição do seu vasto acervo, ainda se mantém uma estatuária digna de registo: uma Nossa Senhora da Rosa, do século XV; um  Santo António, do século XVII; uma imagem do Espírito Santo, do século XIV, e uma imagem de Nossa Senhora do Leite, do século XIV. Entre outro espólio seja de salientar uma tela do século  XVIII representando Nossa Senhora da Conceição, que está no camarim do Altar-Mor, e uma pia batismal, possivelmente do século XIV. O rodapé da Capela-mor terá sido em azulejo  hispano-arábe, de que existem uns pequenos vestígios na parede do topo Norte da igreja, junto à porta de entrada.
No interior do templo existe uma alminha/ex-voto constituída por um retábulo de madeira datada(o) de 1824. É dedicado a Nossa Senhora das Dores e Santo António. Apresenta um almocreve e as suas quatro alimárias num pedido de intercessão quando corria perigos na vida. Segundo a tradição popular, este almocreve terá transportado, na fuga, os estudantes que mataram perto de Condeixa-a-Nova os lentes da Universidade de Coimbra que iam a Lisboa jurar fidelidade ao rei absolutista, D. Miguel, e ainda hoje possui descendentes na freguesia.
 
Ponto 2
Monumento às pastoras-queijeiras da freguesia
No largo da igreja do Zambujal, nas traseiras do templo, existe um monumento de homenagem às pastoras- queijeiras da freguesia, que, desde tempos imemoriais vão apascentando o gado caprino e ovino e dele obtém o conhecido queijo do Rabaçal. É constituído por uma estrutura de betão envolvido por granito preto do Zimbabwe e peças em moca creme de Molianos-Portugal, onde se destacam o medalhão com a pastora e gado, e o nome das quatro localidades da freguesia. Tem 1,50 m de altura, e 48 cm largura. Este monumento foi esculpido e oferecido pelo cidadão luso-angolano Luís Manuel Carreira de Abreu.
 
Ponto 3
Alminha
No início da Rua da Calçada, do lado Nascente, localiza-se uma alminha dedicada a Santo António, do ano de 2002. Antes do século XXI funcionou como fontanário, somente. Esteve mais a  Poente, junto ao edificio da Junta de Freguesia. Esta alminha apresenta Santo António com o Menino Jesus ao colo, três alminhas e dois anjos. Tem a seguinte inscrição: P. N. A. M.
 
Ponto 4
Painel de azulejos da Rainha Santa Isabel
Erguido em 2004, na Rua do Castelo. Homenageia a interposição da Rainha Santa Isabel entre as tropas de D. Dinis e D. Afonso (futuro D. Afonso IV), respectivamente marido e filho, na  batalha de Alvalade, nas imediações da Lisboa da época. A pintura é uma cópia da gravura retirada da revista Ocidente, n.° 55, 1880.
 
Ponto 5
No entroncamento das Ruas do Choisolinho e da Escola Primária ergue-se uma alminha dedicada a Cristo Crucificado. Apresenta três alminhas e dois anjos. Foi mandada construir por Abilino Maria, em 1952. Tem a seguinte inscrição: ALMAS.
 
Ponto 6
Solar do capitão-mor
Esta residência localiza-se entre a Rua do Choiso Santo e a Rua do Camponês. Era conhecida pelo solar do capitão-mor do Rabaçal. Encimava o pórtico um brasão atribuído por alvará de 2  de Fevereiro de 1769, com as armas das famílias Cardoso e Soares de Albergaria.
Com o decorrer do tempo o solar passou para as mãos de vários particulares. Do antigo corpo solarengo pouco resta apesar de ainda ser visível a parte traseira do edificio e as cavalariças  com as manjedouras.
 
Ponto 7
Poço do Povo
Perde-se no tempo a data de construção deste poço em pedra, de abastecimento de água.
 
Ponto 8
Fonte Velha
Localiza-se na Rua do Rio, entre o cemitério e o entroncamento da estrada para Condeixa-a-Nova e o Rabaçal. Durante anos a fio deu de beber à população. A sua fundação esvai-se na memória popular. Nos terrenos anexos, em tempos passados, acamparam pessoas de etnia cigana e as crianças da escola primária local comemoravam o nascimento da Primavera com uma merenda tradicional. A Junta de Freguesia, em 2010, procedeu a algumas obras de recuperação e construção de um muro de suporte de terras, onde consta um painel de azulejo com uma quadra popular escrita em 2006 pelo poeta popular mortaguense Adelino de Abreu (1934-2008): «Fonte Velha, fonte querida/Património sem igual/És a fonte mais antiga/Da aldeia de  Zambujal».
 
Ponto 9
Rua da Picota (actual Rua de São João)
Nesta rua nunca existiu uma picota (cegonha) de tirar água. Como aparecem documentos a referir que o Zambujal foi um pequeno concelho até 1811, deduz-se que perto desta via de  circulação tenha funcionado a sede do município com um pelourinho (picota) em anexo, entretanto desaparecido. Aliás, a sede da pequena municipalidade ficaria -memória popular dixit- num dos edificios que perdura na rua que liga a Rua de São João à Rua das Poças, passando junto da Travessa da Figueira Milheira.
 
Ponto 10
Miradouro de Maria Pares
Dele divisa-se uma parte do vale que se espraia a seus pés, bem como as serras da Lousã, Açor e Estrela. É bom para a prática de parapente. Provavelmente o seu nome deriva de uma proprietária (Maria Peres ou Pires) com herdades nesta zona, nos finais do século XI, inícios do século XII.
 
Ponto 11
Monumento aos emigrantes
Na Rua da Horta do Maneta, no muro da casa do Senhor Fernando Fernandes foi erguido pelo próprio, em 2007, um monumento-obelisco dedicado aos emigrantes. Ë encimado por uma  esfera coroada por uma cruz. Nos lados Sul, Norte e Poente, tem as seguintes inscrições: A todos os que foram, lutaram, venceram e voltaram, um abraço de amizade/ A todos que foram, lutaram, venceram, mas não voltaram, um abraço de saudade/ Em honra e homenagem aos emigrantes espalhados pelo Mundo.
 
Ponto 12
Cruzeiro
Encontra-se na Rua do Castelo. Foi oferecido pelo Senhor David Alfaiate e esposa, em 1972.0 original foi derrubado por um veículo motorizado sendo substituído por outro.
 
Ponto 13
Estrada romana
Encontram-se, também, na freguesia outros vestígios do povo que veio da Península Itálica: restos de telhas, tijolos, vidro, moedas, etc., particularmente nos Vales, Galega do Pregai, atrás do cemitério, nos terrenos anexos ao local onde estava a antiga capela da Fonte Coberta, etc.
 
FONTE COBERTA
Ponto 14
Capela de Santa Inês
Erguida em 1688 (1), na actual Rua da Capela Antiga, cuja placa toponímica está legendada em Português, Inglês e Francês. Junto do local onde se presume ter sido construída esta capela, aparecem vestígios da presença romana. De acordo com a versão dos habitantes da aldeia esta capela foi bastante danificada pelos invasores franceses, em 1810, e por este facto se impôs a construção de um novo templo que se encontra localizada na Rua Caminho de Santiago.
Os mordomos Luís Matias, Antônio Simões e Joaquim Cotas, com um subsídio dado por J. Matias e M. Matias, e graças a um terreno oferecido em 1919 por Manuel José da Silva e esposa, Emília de Jesus e Silva, edificaram a nova capela. A primeira missa efectuou-se no dia 1 de Novembro de 1920.
 
Ponto 15
Caminho de Santiago
A rua principal da aldeia é a Rua Caminho de Santiago. A sua placa toponímica está legendada em Português, Inglês e Francês. Por aqui passou, ainda passa, o caminho central português ao 
Apóstolo Santiago, na Galiza, aproveitando o traçado da antiga estrada real.
Nas peregrinações fazemos ressaltar a de J. B.Confalonieri, secretário de Monsenhor Fábio Biondo, colector/membro do gabinete do Papa Clemente VII, corria o ano de 1594, e a do duqueCosme III que esteve na Fonte Coberta no dia 22 de Fevereiro de 1699, vindo de Florença-Itália. Integravam a sua comitiva 30 pessoas: capelão e confessor, palafreneiros, intérpretes, cozinheiros,, nobres, relator e ilustrador oficial da viagem, Lorenzo Magalloti_ e Pier Maria Baldi, respectivamente.
 
Ponto 16
Nicho do Apóstolo
A imagem em azulejo, de 2002, esteve colocada num fontanário encostado à parede Sul da capela de Santa Inês, hoje desaparecido. Mudou-se, em 2006, para um nicho num muro localizado perto da capela, na Rua Caminho de Santiago. É uma homenagem ao caminho de peregrinação a Santiago.
 
Ponto 17
Casa antiga
Na Rua Caminho de Santiago, do lado Poente, existe uma casa de 1693.
 
Ponto 18
Casa do, Dr. João Antônio Correia Mateus 
Nesta casa nasceu em 1854 o Dr João António Correia Mateus. Faleceu na Figueira da Foz em 1928.
Foi padre, advogado, professor e reitor do Liceu Nacional de Leiria. Exerceu os cargos de Governador Civil de Leiria e Presidente da Câmara Municipal de Leiria entre 1908-1910;1914-1917 e 1919-1923.
Pela acção desempenhada na autarquia leiriense,, esta, em sessão de 28 de Novembro de 1928 decidiu atribuir o seu nome a uma artéria da cidade. Nos finais do Século XX um dos estabelecimentos de ensino público da cidade passou a designar-se por Escola do Ensino Básico 2,3 Dr. Correia Mateus. Existiu, também, um colégio privado com o seu nome.
 
Ponto 19
Largo Pier Maria Baldi
Pintor e arquitecto toscano (Itália). Integrava a comitiva do duque Cosme III na peregrinação a Santiago de Compostela. Da Fonte Coberta deixou-nos uma pintura no livro escrito pelo companheiro de viagem e relator oficial, Lorenzo Magalloti: Viaje de Cosme de Médicis por Espana y Portugal (1668¬1669). O seu nome foi dado a este largo pela Junta de Freguesia em 2004.
 
Ponto 20
Casa do arco
Na Rua dos Alpendres destaca-se uma bela e antiga casa de construção tradicional, hoje recuperada, com um arco sob o qual se passa.
 
Ponto 21
Estalagem
A actual moradia, no decurso dos séculos, serviu de estalagem para os viandantes da estrada real. Aparece documentada no século XVII. Já não existe como estalagem, mas o edificio persiste como propriedade da mesma família. Na parede da moradia, virada para a rua, encontra-se um painel de azulejo assinalando a existência da estalagem, utilizando-se para o efeito, adaptada e alterada, uma pintura de Pieter Bruegel, A Ceia do Casamento, de 1568.
 
Ponto 22
Curral do concelho
A Fonte Coberta foi um pequeno concelho. Nele existiu o curral do concelho onde as autoridades guardavam os animais tresmalhados ou abandonados. Os proprietários para os reaverem tinham que pagar uma coima. A placa toponímica da travessa assinala os factos. Este curral, hoje, íntegra, como dependência, a antiga estalagem. Do lado direito da travessa existe um pequeno azulejo assinalando o local do curral do concelho.
 
Ponto 23
Peregrino Sou
Na Rua Caminho de Santiago, na parede situada do lado Poente da antiga estalagem existe um pequeno painel de azulejo evocativo dos peregrinos e do caminho português com a inscrição: 
Peregrino Sou A Santiago Vou. É encimado por uma concha (vieira).
 
Ponto 24
Ponte filipina
Construída entre 1636-1637, no reinado de Filipe III (Filipe IV de Espanha) de Portugal, pelo mestre-de-obras de pedreiro, José da Fonseca, de Ansião. Arrematou a obra por 180.000 réis. A sua vistoria, aquando do lançamento da primeira pedra, orçou em 6.600 réis.
 
Ponto 25
Fontanário
Esta fonte era toda de pedra antes da actual construção Descia-se uma escada até ao ponto onde brotava a água. Está reproduzida na pintura de Pier Maria Baldi, observável no painel de azulejos do ano de 2004, colocado no largo erguido em homenagem ao referido pintor e arquitecto toscano.
 
Ponto 26
Invasões francesas
Rezam a tradição popular e as fontes escritas, que, neste local, onde se encontravam frondosos carvalhos, acampou no dia 13 de Março de 1811 uma parte do Estado-Maior de Massena, Marechal de França, Duque de Rivoli e Princípe de Essling, o «filho querido da vitória>>, de Napoleão, acompanhado de 55 soldados. Os restantes soldados napoleónicos espalharam-se pelo vale e vertentes dos montes até à aldeia de Póvoa de Pegas e Poço das Casas. O referido local está assinalado por um painel de azulejo, situado na Rua dos Alpendres, colocado em 2010 pela Junta de Freguesia para comemoração do 2.° centenário dessa presença.
 
Ponto 27
Alminha
No extremo Sul da Rua Caminho de Santiago, do lado Nascente, num muro de casa particular, foi erguida uma alminha dedicada a Nossa Senhora do Carmo. Para além de Nossa Senhora do 
Carmo apresenta três alminhas, dois anjos e a inscrição: P N A M (Pai Nosso Ave Maria).
 
PÓVOA DE PEGAS
Ponto 28
Capela de Santa Cristina
Erguida em 1690. Possui imagens de Santa Cristina, em pedra, Santo António e Nossa Senhora de Fátima. Esta última do século XX. O seu enquadramento natural e pintura exterior fazia lembrar ao visitante um templo sediado no Alentejo. Em 2008 o enquadramento pictórico foi alterado por vontade da população. No decorrer de 2009 a Junta de Freguesia procedeu ao calcetamento envolvente e à construção de muros de pedra do largo que passou a designar de Santa Cristina. 
 
Ponto 29
Monte das Pegas
Junto da povoação, do lado Norte, existe o monte das Pegas. Tem 328 metros de altura. Nele é possível praticar parapente e aeromodelismo, Apresentará vestígios de um castro.
 
Ponto 30
Tropas napoleónicas
Entre a Póvoa de Pegas e Fonte Coberta estacionaram as tropas do General francês Loison, popularmente conhecido por Maneta, por não possuir o braço esquerdo, perdido num acidente de caça. A forma desapiedada como tratava as pessoas que considerava inimigas, no caso, os portugueses, levou a população a criar as expressões: «Porta-te mal que mando-te para o Maneta», «Ou ir para o Maneta»,, e entoava uma quadra relativa a Loison e outros oficiais: Que generais é que devem /Morrer ao som da trombeta? / Os três meninos da ordem: / Jinot, Labarde e Maneta (2).
 
SERRA DE JANEANES
 
Ponto 31
Capela de Nossa Senhora da Expectação
Edificada em 1685. Possui uma imagem de Nossa Senhora da Expectação datável do século XVI (?). Existe, entretanto, uma imagem de Nossa Senhora do Livramento. Procedia-se à sua invocação quando se pretendia evitar o cumprimento do serviço militar. Na parede lateral direita interior encontra-se uma alminha pintada em tela cuja data se desconhece. Na parede exterior Poente esta colocado um azulejo que refere ter falecido nesta povoação, a 7 de Dezembro de 1654, com a provecta idade de 125 anos, uma senhora chamada Maria Domingues.
 
Ponto 32
Foi erguida na Rua das Alminhas. É dedicada a Nossa Senhora do Carmo, padroeira das almas. Apresenta sete alminhas, dois anjos e a seguinte inscrição: O Vós Que Ides 
Passando/Lembrai-vos das Almas/Que Estão Penando.
 
Ponto 33
Monumento a João Eanes
Tem esculpido um camponês medieval. Localiza-se no lado Nascente do Largo João Eanes, desde 2010. É uma homenagem ao possível fundador da aldeia. Foi esculpido e oferecido pelo cidadão luso-angolano Luís Manuel Carreira de Abreu.
 
Ponto 34
Moinho de vento giratório
No cimo do monte do Outeiro, encostado à aldeia, continua a enfrentar as intempéries o moinho de vento giratório construído em madeira.
Este tipo de moinho é característico da região litoral que vai desde Caminha, no Minho, até à Figueira da Foz, bifurcando para o concelho de Condeixa-a-Nova e terminando no município de  Alvaiázere e algumas elevações a Leste. O seu mecanismo de funcionamento assenta num espigão cravado na base da frente. Com a ajuda de uma tranca o mecanismo em causa permite ao moleiro fazer rodar o moinho sobre uma carreira de pedra à procura do vento. São conhecidos por moinhos gandareses ou moinhos judeus.
 
Ponto 35
Dolina
Localiza-se no caminho Serra de Janeanes-Chanca. É uma depressão cársica fechada, mais larga que profunda. No caso vertente revela indícios de ter sido mais escavada, lateralmente, com o propósito da água ser aproveitada para o gado e para a rega dos terrenos agrícolas.
 
Ponto 36
Buracas do Casmilo
No limite Poente da freguesia encontra-se uma parte das «buracas do Casmilo» ., num pequeno canhão flúviocársico conhecido por Vale das Burracas. As «buracas« são reentrâncias de desenvolvimento horizontal que se terão formado no fmal do Quaternário por fragmentação provocada pelo gelo.A entrada da «buraca» tem perto de 12 metros de largura, enquanto de profundidade apresenta perto de 13 metros.



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