Freguesia de Zambujal - Condeixa-a-Nova
  
                               
A freguesia de Zambujal, ocupando urna área de cerca de 20 quilómetros quadrados, confina com as freguesias de Rabaçal, Podentes e Santa Eufémia, do concelho de Penela; de Pombainho de concelho de Soure; e de Furadouro e Condeixa-a-Velha, do concelho de Condeixa-a-Nova.
Situada num pequeno monte junto à margem direita de rio dos Mouros, a Leste da Serra do Rabaçal, compreende os lugares de Zambujal, Fonte Coberta, Póvoa da Pegas e Serra de Janeanes, distando cerca de 9 quilómetros da sede concelhia. A agreste paisagem serrana produz uma impressão forte em quem a visita: a oliveira cria-se nas pedras, a vegetação rasteira rasga o solo a custo e as lonjuras dos campos estendem-se  Indefinidamente, entrevistas do alto dos montes; as casas, constituídas em pequenos aglomerados - servidos por ruas estreitas e avessas a emaranhados de trânsito - aproveitam, em larga medida, a própria pedra como matéria-prima, passando a integrar com naturalidade a fisionomia da região. 
 

 
Rio Caralium Secum (hoje Rio dos Mouros) 
O vale do Rio dos Mouros, quase todo o ano seco, apresenta-se torrencial durante pouco tempo, por altura de fortes precipitações. As suas águas acumulam-se, principalmente, no sector dos calcários margosos, nas proximidades de Fonte Coberta e a montante desta povoação. O facto de provir do sector dos calcários liássicos leva-nos a considera-lo um curso alógeno, relativamente aos calcários batonianos que atravessa por um canhão, considerando a diferença que se estabelece quanto à permeabilidade entre os calcários sublitográficos, onde a circulação subterrânea toma maior importância e aqueles, mais margosos, especialmente na depressão submeridiana do Zambujal em que esta circulação toma uma importância com menor significado.
Mas, a maior relevância atribuída ao canhão do Rio dos Mouros, como se disse, resulta da sua relação com os tufos e travertinos. O acontecimento destes, junto com a existência de uma cobertura conglomerática de natureza quartzosa, na Mata de Abofada, que se sobrepõe aos arenitos cretácicos e aos calcários jurássicos, levanta a discussão da cronologia e da expressão morfológica.
A configuração topográfica da área, com altitudes decrescentes para Norte, a direcção dos vales que, nas proximidades de Conímbriga, afluem na margem esquerda daquele rio, jnto com as características petrográficas de depósito lagunar, os conglomerados e os tufos, levar-nos-ia, admitindo a inexistência do vale do Rio dos Mouros, a considerar a hipótese de estarmos perante a área marginal de uma bacia de sedimentação lagunar. Os depósitos grosseiros seriam carregados e depositados em períodos de escorrência maior e de menor cobertura vegetal.
Os tufos, pelo contrário, depositando-se em ambientes mais calmos, corresponderiam a uma cobertura vegetal abundante, hipótese reforçada pelas características carbonatadas da sedimentação, ou, então, a uma ausência prolongada de precipitações capazes de garantir escorrências torrenciais.
Ora a hipótese de inexistência do canhão de Rio dos Mouros, durante a deposição do tufo é tão plausível que somos levados a tomá-lo como um facto.../. Portanto o canhão de Rio dos Mouros ter-se-á formado posteriormente à deposição do nível superior.
Os especialistas do carso puseram em evidência a excepcional agressividade das águas frias, muito carregadas de CO2 de origem atmosférica. Devido a tal agressividade processa-se uma forte corrosão superficial e uma dissolução subterrânea mais poderosa ainda.
Encontramos as águas frias procuradas para a formação de uma carsificação activa, na vigência, durante o Quaternário, de climas alternadamente quentes e frios, respectivamente correspondentes aos períodos interglaciários e glaciários.
Parece, pois, que a inserção e cavamento do vale do Rio dos Mouros está ligada a climas frios de pluviosidade importante, posteriores à disposição do tufo do nível superior.
Extraído de: "Os tufos de Condeixa - Estudo de Geomorfologia" - António Gama Mendes, in Cadernos de Geografia nº4, Instituto de Estudos Geográficos, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 1985.
 
Nesta freguesia, fundamentalmente rural, a criação de ovelhas e cabras é uma das actividades importantes em que assenta parte da sua economia, permitindo a produção de um dos melhores lacticínios do país - o célebre Queijo do Rabaçal (*). Com efeito, a produção deste queijo ocorre não apenas na vila que lhe dá o nome, mas também nas zonas vizinhas, como é o caso do Zambujal, e embora existam actualmente algumas unidades industriais de produção, este queijo é ainda, em larga medida, caseiramente fabricado. 
O sector primário possui uma expressão económica representativa, absorvendo um pequeno número de habitantes. A agricultura praticada na Freguesia de Zambujal tem um papel fundamental na população local, quer seja na criação de ovinos, produção de azeite, produção de vinho e o cultivo de outros bens essências, sendo esta última de carácter de auto-suficiência. Já o sector secundário, com a produção de azeite (a qual tem, nos últimos anos, recebido os benefícios de investimento industrial realizado na localidade), a destilação de aguardente, o vinho, o queijo do Rabaçal, tem papel de destaque nesta terra, empregando uma parte da população. Quem aqui não trabalha, desloca-se para os meios urbanos próximos, nomeadamente Condeixa-a-Nova e Coimbra.
No que respeita ao sector terciário, a população não dispõe de "serviços públicos, onde tem uma grande expressão na terra a Casa do Povo do Zambujal, uma extensão da Santa Casa da Misericórdia de Condeixa-a-Nova.
(*)Queijo Rabaçal DOP
É um queijo curado, de pasta semidura a dura, com poucos ou nenhuns olhos pequenos e irregulares distribuídos na massa, branca-mate e É obtido por esgotamento lento da coalhada, após a coagulação de leites de ovelha e cabra, por acção do coalho animal. Mantém a forma tradicional de fabrico e revela características atribuíveis ao leite e, portanto, à forma tradicional de maneio das ovelhas.
O uso da Denominação de Origem (Despacho 12/94 de 26 de Janeiro) obriga a que o queijo seja produzido de acordo com as regras estipuladas no caderno de especificações, o qual inclui, designadamente, as condições de produção do leite, higiene da ordenha, conservação do leite e fabrico do produto. A rotulagem deve cumprir os requisitos da legislação em vigor, mencionando também a Denominação de Origem. O Queijo Rabaçal deve ostentar a marca de certificação aposta pela respectiva entidade certificadora.
Comercialmente pode apresentar-se com um peso compreendido entre 0,3 kg a 0,5 kg e dimensões com diâmetro de 10 - 12 cm e altura de 3,3 a 4,2 cm.
A área geográfica de produção abrange algumas freguesias dos concelhos de Condeixa-a-Nova (Condeixa-a-Velha, Ega, Furadouro, Vila Seca e Zambujal), Penela (todas as freguesias), Soure (Degracias, Pombalinho e Tapeus), Alvaiázere (todas as freguesias, excepto, Pussos - lugar de Loureira e Rego da Murta - lugar de Relvas e Ramalhal), Ansião (todas as freguesias) e Pombal (freguesias de Abiúl, Pelariga, Pombal, Redinha e Vila Cã).
 
RUAS DA FREGUESIA DE ZAMBUJAL
 
As localidades da freguesia estão dispostas por ordem alfabética. 
A nível de ruas e travessas de diverso tipo, as nossas aldeias possuem um total de 48 vias de circulação de pessoas, veículos motorizados ou animais, pese embora o facto de um ou outro quelho, beco ou travessa não possuir nome e por isso não ser contabilizado.
 
FONTE COBERTA
 
Rua do Caminho de Santiago - Esta rua chamou-se Rua Principal. No  mandato da Junta de Freguesia de 2005-2009, por sugestão feita pelo seu Presidente, à Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova, passou a designar-se pelo nome que atualmente ostenta. Por aqui passa desde há doze séculos o principal e mais antigo caminho português para Santiago de Compostela. Nele foi edificada no século XVII uma estalagem particular para os caminhantes, que, ainda hoje, como residência, está na posse da mesma família. No extremo norte da via existe a ponte filipina mandada construir pelo rei Filipe III (IV de Espanha) entre 1636-1637, ao mestre de obras de Ansião, José Fonseca, no sentido de contribuir para a circulação de pessoas e bens objetivando a União Ibérica.
Rua dos Alpendres - Assim chamada por, possivelmente, uma das suas casas, ainda existente, possuir um passadiço, e por ser visível na pintura de Pier Maria Baldi uma ou outra casa, na povoação, com alpendre. Perto desta rua bivacou o Marechal Massena e o seu Estado-Maior no dia 13 de Março de 1811, aquando da passagem das tropas francesas em direção a França depois da derrota em território português.
Rua da Capela Antiga - Foi incorretamente chamada de Valsinho por uma Junta de Freguesia anterior. A Junta de Freguesia, no mandato de 2005-2009, por proposta do seu Presidente decidiu pedir à Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova para ela se chamar Rua da Capela Antiga (fundada em 1688), na medida em que era assim conhecida pela população, por, no seu extremo Poente, ter existido o antigo templo religioso, provavelmente destruído aquando das invasões francesas ocorridas no século XIX. A rua foi calcetada no mandato de 2005-2009. (1)
Rua da Fonte - Esta rua liga a Fonte Coberta à Póvoa de Pega. Nela encontra-se um fontanário centenário coberto por uma estrutura de cimento. O seu original é retratado no painel de azulejo existente no Largo Pier Maria Baldi. O espaço onde foi erguida a fonte é calcetado e embelezado por árvores. A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova procedeu a essas obras no mandato de 2002-2005, após pedido do Presidente da Junta de Freguesia, bem como ao seu alargamento e asfaltamento. 
Largo Pier Maria Baldi - Este largo foi calcetado pela Junta de Freguesia no mandato de 2002-2005. Passou a designar-se assim, em 2004, em homenagem ao arquiteto e pintor toscano- Itália, Pier Maria Baldi, que acompanhou a comitiva do príncipe Cosme de Medicis III, de Florença-Itália, a Santiago de Compostela. Graças a ele existe na Biblioteca Medicea Laurenziana, de Florença, uma gravura da Fonte Coberta datada de 22 de Fevereiro de 1669, reproduzida num painel de azulejos edificado no mesmo largo.
Largo da Capela – Aqui localiza-se a atual capela da Fonte Coberta. É sua padroeira Santa Inês. Foi erguida em 1919, em terrenos ofertados pelos Senhores Manuel José da Silva e esposa, Emília de Jesus Silva. A primeira missa celebrou-se no dia 1 de Novembro de 1920. O largo da capela foi calcetado pela Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova no mandato de 2002-2005 a pedido do Presidente da Junta de Freguesia. É o largo onde se efetuam as festas locais.
Travessa do Curral do Concelho- Esta travessa foi assim batizada pelo executivo da Junta no mandato de 2005-2009 por sugestão do seu Presidente, após parecer favorável da Câmara Municipal. O nome deriva do facto de aqui se ter localizado o curral do extinto e pequeno município que foi a Fonte Coberta. Nesse curral guardava-se o gado abandonado ou tresmalhado, cujos proprietários para o reaverem tinham que pagar uma coima.
 

PÓVOA DE PEGAS
 
Rua Principal - Assim designada por ser a via principal da localidade.
Rua do Cabo - Assim chamada por dar a entender que o extremo do antigo caminho, hoje rua, era o cabo, o oposto Poente, da aldeia? Ninguém conhece a origem do nome?!
Rua da Fonte Marinheira - Assim designada por aqui ter existido uma fonte cuja água era utilizada preferencialmente pelo gado. O apelido Marinheira será resultante de, na nossa região, há milhões de anos ter aqui chegado o mar, ainda hoje atestado no aparecimento de fósseis marinhos? A origem do seu nome não é clara!
Rua do Outeiro - Assim chamada por a rua culminar num pequeno outeiro.
 Rua da Silveirinha - O seu nome resulta  do facto de existirem relativamente próximos uns terrenos com esse nome (com silvado?).Também é conhecida pela Rua dos Morâneos, que são terrenos ainda mais próximos.
Largo do Atalho - O largo tem este nome por aqui ter passado um atalho, pequeno caminho, que ligava a aldeia à antiga estrada romana, real, conhecida por estrada de Lisboa, antes da construção da atual EN347-1, que liga a IC3 a Ansião e passa na Póvoa de Pegas. Enquadrando o largo, a Junta de Freguesia, no mandato de 2005-2009, mandou erguer um espaço calcetado onde se integra um pequeno parque de merendas. É o recinto utilizado para a realização das festas locais.
Rua da Capela- É a rua que dá acesso à capela de Santa Cristina, construída em 1690, e ao largo que tem o nome da santa.
Largo de Santa Cristina - Este largo foi totalmente calcetado pela Junta de Freguesia no mandato de 2005-2009. A pedido do seu Presidente a autarquia condeixense decidiu atribuir a esse largo o nome da santa padroeira da povoação.
 

SERRA DE JANEANES
 
Largo da Capela ou Eng. Jorge Bento- É o largo onde se situa a capela dedicada à padroeira local, Nossa Senhora da Expectação, edificada em 1685. Também é conhecido por Largo Eng. Jorge Bento, atual Presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova. Neste espaço realizam-se as festas locais.
Rua Principal - Assim chamada por ser  o eixo viário principal da aldeia.
Rua da Associação - Assim apelidada por aqui ter sido erguido o edifício da telescola, na década de setenta do século XX, mais tarde transformado em edifício associativo da população.
Rua do Quelho -É assim conhecida por aqui ter existido uma porta: a porta do quelho.
Rua Tapada— É assim chamada por não ter saída. Também é conhecida popularmente por Rua da Viúva por neste espaço ter vivido uma senhora nesse estado civil.
Rua das Alminhas- O seu nome deriva do facto de aqui se encontrar uma alminha mandada edificar pela Senhora Emília Narciso. O espaço onde se localiza o pequeno monumento religioso foi calcetado por uma Junta de Freguesia antes de 2002 e concluído no mandato de 2002-2005.
Largo João Eanes - Este largo foi calcetado pela Junta de Freguesia, na sua totalidade, no mandato  de 2002-2005  Foi batizado no mandato de 2005-2009 em homenagem ao suposto fundador da localidade. Aqui encontra-se um pequeno monumento a si dedicado. Foi erguido em 2010 pela atual Junta de Freguesia. O monumento foi esculpido e oferecido pelo cidadão luso-angolano Luís Manuel Carreira de Abreu, e a sua edificação paga na sua quase totalidade pelo atual Presidente da Junta de Freguesia do Zambujal.
 

ZAMBUJAL
 

Largo da Igreja - É assim denominado por aqui se situar a igreja paroquial. Também se localiza neste largo a sede da Junta de Freguesia e a estátua em homenagem às pastoras-queijeiras esculpida e oferecida pelo cidadão luso-angolano Luís Manuel Carreira de Abreu.
Rua da Calçada - Perto do edifício da Junta de Freguesia esta rua possuia bastante pedra, que era utilizada para construir pias de azeite, sendo, assim, possível, que o seu nome derive deste facto. 
Travessa da Calçada - É uma travessa que rodeia um pequeno núcleo de casas junto à Rua da Calçada.
Rua do Castelo - Aparecem referências ao castelo em registo de óbitos do século XVII, mais concretamente no ano de 1689.(2) No entanto, nesta área da aldeia não existem vestígios de nenhum castro, castelo ou construção semelhante. Presumimos nós que tal resulta de, a partir daqui, se tornar mais visível o pequeno castelo do Germanelo erguido em 1142 por D. Afonso Henriques no monte Melo (401 metros de altura), localizado a Sul do Zambujal, no concelho de Penela, que deu origem à lenda dos irmãos ferreiros, segundo o qual um dos irmãos (vivia no Germanelo, a Sul) ao lançar para o outro (vivia no Melo, a Norte) o seu martelo, o cabo que era de zambujo veio dar origem a um zambujal onde avulta a oliveira primitiva.
Largo do Castelo - É um largo perpendicular à Rua do Castelo, para Nascente. Situa-se perto de um cruzeiro oferecido em 1972 pelo Sr. David Alfaiate e esposa.
Rua do Pregal- A rua foi assim designada por ter um conjunto de pregueiras, ou seja, propriedades cuja utilização para agricultura é difícil ou mesmo impossível.
Rua das Poças- Terá sido uma rua onde se formavam poças de água durante a queda de chuva, antes do seu asfaltamento? Ou será pelo facto de ser a rua mais fria da aldeia por se encontrar virada a Nascente e com poucas casas, sofrendo a influência dos ventos que se deslocam da cordilheira central portuguesa: Serras da Lousã, do Açor e da Estrela?
Rua de São João -Esta rua possui este nome por aqui se ter erguido um fontanário com um azulejo relativo a esse santo. A rua era anteriormente conhecida por Rua da Picota. Não há vestígios de nenhum poço com uma picota de tirar água. Provavelmente, tal resulta de ter sido o Zambujal um pequeno concelho e desse modo ter tido uma picota (pelourinho) de madeira para exercício da justiça municipal. (3)
Rua sem nome- É a rua que liga a Rua das Poças à Rua de São João, onde conflui a Travessa da Figueira Milheira.
Travessa da Figueira Milheira- É assim conhecida por aqui ter existido uma figueira desse tipo. A figueira dava um figo de cor branca uma vez por ano, também chamado de figo milheiro. Aparecia somente maduro por alturas do São João enquanto que outros tipos de figo surgem duas vezes: o figo lâmparo, ou lampo, colhido entre Agosto e Outubro, e o vindimo, colhido entre Maio e Junho. Também era apodada pelo canto das Penelas por nele terem vivido duas senhoras naturais de Penela ou com ascendentes nesse município vizinho.
Rua Nova - É de supor que este nome resulta de ter sido das ruas mais novas da área antiga da povoação, ou a rua que sendo nova estabelecia a separação entre a  parte mais recente da localidade da mais velha.
Rua de Santo António - Aqui existiu, na parede de uma casa antiga, um nicho dedicado a este popular santo franciscano, lisboeta, sepultado na cidade italiana de Pádua. A casa foi reconstruída e modernizada. O nicho passou a estar do lado de fora da parede.
Rua do Malbar - Antes de ser asfaltada esta rua estava polvilhada nos seus extremos, Norte e Sul, por malvas, mas o povo, por troca do v pelo b não lhe chama Rua do Malvar.
Canto da Figueira -É uma perpendicular à Rua do Malbar. É assim chamada por aqui existir uma figueira que dá os figos conhecidos por pingo mel.
Rua do Canto da Eira- Na extremidade desta rua sem saída, perpendicular à Rua do Malbar, existe uma eira que se encontra dentro de um quintal.
Rua das Lapas – Esta via permite a ligação da Rua do Malbar ao Baldio das Lapas. É assim conhecido por ter bastantes lapas.
Rua do Choiso Santo - Aqui existe uma propriedade(um choiso) anexa, a Nascente, ao solar do Capitão-Mor do Rabaçal, onde, conforme a lenda, no dia de São José, o proprietário ou o seu caseiro decidiram semear milho contrariando a tese popular segundo o qual o referido dia era santo, logo, não podiam ser exercidas atividades de qualquer tipo. Por condenação divina, segundo a tradição, no dia da recolha da colheita levantou-se uma violenta tempestade que estragou todo o milho produzido. Por outro lado, a população sustenta que uma das filhas do proprietário do palacete morreu com cheiro de santidade.
Rua do Camponês- Esta rua foi assim batizada em homenagem ao rico proprietário de terras que foi o Capitão-Mor do Rabaçal, cujo palacete, hoje, bastante alterado, é anexo à via em causa. Encimava o muro do solar um brasão atribuído por alvará de 2 de Fevereiro de 1769, da família Cardoso e Soares de Albergaria.
Rua da Horta da Maneta - Segundo a tradição popular no extremo Sul desta rua existiu uma pequena horta que fora propriedade, presume-se, de uma senhora que não tinha uma mão. Esse terreno desapareceu para permitir o alargamento da Rua do Choiso Santo.
Rua do Rio - É a rua sob o qual correm as águas de um rio caraterístico de zonas onde predomina o calcário, ou seja, quando chove bastante o precioso liquido emerge à superfície. O rio é conhecido por ribeira de Alcalamouque, Rio do Pau, Rio do Caralio Secum (nome latino dado pelos romanos, que, em português, quer dizer Rio do Ca… Seco)), ribeira da Ega e Rio dos Mouros.
Rua do Jogo da Bola - Este nome deriva do facto de aqui se  ter praticado o jogo da pela por alturas da Quaresma.
Rua do Rochio - É assim designada por aqui se situar um baldio( baldio do Rochio). O seu nome verdadeiro é Rua do Rossio. Rossio ou Rochio quer dizer baldio.
Rua do Barreiro - Assim chamada por aqui existir um pequeno poço para onde corria o barro da via aquando das chuvas, antes do seu asfaltamento.
Rua da Chandeira -É desconhecida a origem deste nome.
Rua do Choisolinho - Aqui terá existido uma pequena propriedade, um choiso, onde se cultivava o linho.
Rua da Escola Primária - Aqui se localizou a escola primária construída durante o Estado Novo (foi extinta em 2003), integrada no Plano dos Centenários. Esta escola primária veio substituir uma outra erigida no século XIX e que deu lugar ao novo edifício da Junta de Freguesia. Em 2009 nela foi erguido o bar da Associação de Jovens da Freguesia de Zambujal, quando o plano inicialmente aprovado indicava a construção do Micro Complexo Museológico de Artes Tradicionais do Zambujal, que, até ao momento, não viu a luz do dia.
Rua do Choiso Carvalho - Envolve a Associação de Jovens. Foi erguida esta rua em 2009 em substituição de um antigo e pouco largo caminho rural. É possível que aqui tenha existido um carvalho que a memória popular no presente não faz recordação.
Rua do Caminho de Santiago - Foi assim batizada pela Junta de Freguesia em 2012 por aqui passar o principal caminho português para a catedral de Santiago de Compostela-Galiza. Esta rua corresponde a uma parte do caminho rural conhecido por Caminho das Hortas. O seu asfaltamento foi executado pela Junta de Freguesia no ano de 2003.
(1) Segundo informação prestada pelo Professor Doutor João Adriano Ribeiro, da Universidade da Região Autónoma da Madeira, os primeiros registos de óbitos a falarem das capelas da freguesia datam destes anos. Antes das datas em causa não aparecem referências.
(2) Esta informação foi facultada pelo Professor Doutor João Adriano Ribeiro da Universidade da Região Autónoma da Madeira.     
(3) Os pelourinhos podiam ser de pedra ou madeira.
 
Este trabalho foi elaborado pelo Presidente da Junta de Freguesia graças às informações prestadas pelos seguintes senhores (as) nos anos de 2011 e 2012: Dr. José Coelho, falecido no início de 2012, e Abílio Francisco de Almeida Coelho, do Zambujal; Albertina de Oliveira Vintém e Fernanda Barroca, da Póvoa de Pegas; Maria Lurdes Freire e Dr.ª Ana Sofia Teixeira Torres, da Fonte Coberta, e Sílvio Simões Neves da localidade da Serra de Janeanes.



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